Accessibility Tools

Você está aqui:
>
Consumo de cafeína durante a gravidez pode afetar o metabolismo dos filhos

Consumo de cafeína durante a gravidez pode afetar o metabolismo dos filhos

Evidências epidemiológicas e experimentais revelam que uma ingestão superior a 300 mg de cafeína por dia, o equivalente a 3 a 4 xícaras de café, pode aumentar em 31% o risco de aborto espontâneo

Pesquisas recentes destacam que o consumo de cafeína por gestantes, substância amplamente presente em café, chá, refrigerantes e chocolate, pode ter impactos no metabolismo e na predisposição ao ganho de peso dos filhos ao longo da vida. Os achados vêm ganhando atenção tanto na comunidade científica quanto na mídia especializada.

Um dos estudos, republicado a partir de artigo científico, indica que a exposição precoce à cafeína durante a gestação e a lactação pode provocar alterações metabólicas e hormonais nos bebês, com variações que dependem do momento da exposição e até do sexo da prole. Em modelos experimentais com roedores, a cafeína ingerida pela mãe foi associada a maior risco de obesidade e intolerância à glicose nas filhas quando a exposição ocorreu na lactação, enquanto nos machos a gestação foi destacada como período mais crítico.

Segundo os pesquisadores, a ingestão elevada de cafeína pode também afetar funções endócrinas importantes, como a produção de hormônios tireoidianos, com potenciais consequências na regulação do metabolismo dos descendentes.

Esses resultados se somam a evidências de estudos epidemiológicos em humanos que sugerem associação entre cafeína materna e maior risco de excesso de peso e obesidade na infância, especialmente em níveis de consumo maiores. Várias pesquisas observacionais identificaram que ingestões mais elevadas durante a gravidez estão ligadas a padrões de crescimento atípicos e aumento de gordura corporal nas crianças à medida que crescem.

Embora a maioria das evidências atuais provenha de modelos experimentais e estudos observacionais que não estabelecem causalidade direta, os resultados reforçam a importância de se considerar a moderação no consumo de cafeína durante a gestação e a lactação, especialmente em fases críticas do desenvolvimento fetal e infantil. Especialistas recomendam que gestantes consultem profissionais de saúde para adequar sua ingestão, levando em conta os potenciais riscos e benefícios para mãe e bebê.

Fontes: The Cconversation / Revista Galileu / R7

Veja mais

 O Prof. Dr. D’Angelo Carlo Magliano participou do podcast 4HealthLab Cast, onde conversou sobre poluição, obesidade e o papel dos desreguladores endócrinos, destacando seus impactos na saúde humana

O Prof. Dr. D’Angelo Carlo Magliano participou recentemente do podcast 4HealthLab Cast, onde abordou temas re...

Especialistas alertam para “risco invisível” de BPA em dispositivos médicos usados em hospitais

Pesquisadores brasileiros estão levantando um novo alerta sobre a presença do Bisfenol A (BPA), um conhecido disrup...

Estudo aponta relação entre exposição a pesticidas, obesidade e diabetes

Pesquisadores brasileiros alertam para uma ligação preocupante entre a exposição a pesticidas e o desenvolvimento d...

Me conta aí! – Cigarro e amamentação: os impactos da nicotina na vida adulta

O cigarro é um dos maiores vilões da saúde, mas seus impactos vão muito além de quem fuma. Durante a amamentação, s...